Se eu quiser seguir um caminho diferente, por onde eu sigo? Quase 21, ainda perdida. Ainda cativada por aquilo que apenas confunde. Por onde começo? Corro sem sair do lugar. Dizem para eu não me preocupar, que o tempo dirá tudo. Faz muito tempo que espero o tempo. O compasso do relógio, o meu passo oblíquo, o piso de madeira desgastado pelos meus movimentos repetitivos como couro de casaco velho. Estou tentando me encaixar? Acredito que não, acredito que sempre fui assim desencaixada. Parafuso que não enrosca. E o fuso do parafuso me passa o descompasso do meu passo. Pouco me satisfaz e esse pouco se desfaz à medida que meus pés tortos se cansam de andares tortuosos.