relato de um sábado a tarde

Tenho trezentas coisas para fazer, redações para escrever, e um vestibular amanhã, mas acho que preciso escrever isso aqui antes. Estou com uma dor de garganta que não passa e essa não é a única coisa que não passa. Daria tudo para não estar na posição que estou. Daria tudo para estar seguindo em frente, abraçando a minha liberdade, e pronto, fim, bati o pé com firmeza e não há vento que me desequilibre. Mas eu perdi. Dentre tudo de bom e tudo de ruim, no fim das contas, perdi. E a dor da perda vem como um martelo nesse pé que bati no chão com tanta força que abriu até uma cratera em volta. Você não pode se aproximar nem se quiser, porque abri essa cratera entre nós, pisei no acelerador e já estou lá na frente. Aí lá na frente, bate o vento e dou ré. Não sei ficar parada, estou tentando aprender a andar devagar.

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